BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, CAMPO GRANDE, Mulher, de 20 a 25 anos, Português, Espanhol, Arte e cultura, Música, Literatura Meu perfil


Histórico:

- 25/04/2004 a 01/05/2004
- 18/04/2004 a 24/04/2004
- 11/04/2004 a 17/04/2004
- 08/02/2004 a 14/02/2004
- 01/02/2004 a 07/02/2004



Outros sites:

- UOL
- Google
- Blog
- Correios
- Divagações de um Pós-Adolescente
- Accio Cérebro
- Os Potchokos
- Encefálica
- Novos Autores


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Letras de Música




by letras.mus.br






Layout:

Templates By Marina



Haiku

Nuvens pairam no céu -

E a moça que caminhava,

Corre, na busca do seu lugar.



- Postado por: Giselle Molon às 16h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Soneto Giselle

Marcada pela respiração arfante e descompassada

 

Escapando, da boca, delírios, sussurros e gemidos.

 

Começa a libido, desconcertante, a me deixar molhada.

 

Enquanto tuas mãos percorrem meu corpo sob o vestido

 

 

E vai ao chão, num instante, o véu que encobria...

 

Totalmente entregue ao meu tutor, sem esteio.

 

Fazendo subir um arrepio voraz que refuta abulia

 

Com sua língua tesa e úmida a me tocar os seios

 

 

Refletidos no espelho... Me tornaste tua meretriz

 

Enquanto arranha minhas coxas com tuas unhas

 

Aumento o movimento extravagante dos quadris

 

 

Em luxuria, somos um, misturando nossos suores.

 

Pecadores declarados sem remissões nem testemunhas

 

Caio, sobre ti, exorcizada de todos os meus clamores...

 

 



- Postado por: Giselle Molon às 19h41
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




"Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas

 nuvens, deste céu?

Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais.

Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia.

Isso fica para os críticos e professores.

Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum

sabemos o que é a poesia."

Garcia Lorca



- Postado por: Giselle Molon às 00h01
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Saudade em Soneto

Minhas tardes são tão vazias...

Sem tuas letras provocando riso.

Me falta teu amor, em forma de poesia

E a ironia que exalas por teu guizo.

 

Se pudesse escolher, morreria contigo.

Ouvindo, sôfrega, tua dor em meus ouvidos

Se te desprezo é pelo desejo, pelo passado...

Por todo o furor que te fez o mais amado.

 

Mas continuo sua, como nunca ousei ser

Candente, ainda que gélida me perceba

Basta um olhar teu pro meu corpo esvaecer

 

Cobro, incessante amor, por mais amor que receba

Porque nessa falta em que me falta a compostura

Me perco e esqueço que ainda é minha, tua alvura



- Postado por: Giselle Molon às 12h13
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Frase do Dia:

O poeta nunca vive, morre aos pedaços. (José Félix)



- Postado por: Giselle Molon às 15h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Almas Abertas (Giselle Molon)

Poetas perseguidos, pedintes poetas...

 

Sábios simbolistas simbolizando solidão

 

Almejam alcançar as Almas Abertas

 

Compadecidas, com confiança... com compaixão...

 

 

Versos valentes! versos vazios...

 

Negam nuvens, não negam nada...

 

Fazem-se fugazes, fazem-se frios

 

São santos sem sabedoria sonhada

 

 

Estimam e espiam enquanto esperam

 

Pobres pessoas... perfeitos poetas...

 

Silenciosos, sonhadores sem sonhos sofreram

 

A antiga ausência, ainda as Almas Abertas.

- Postado por: Giselle Molon às 20h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Poema em Linha Reta - Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



- Postado por: Giselle Molon às 23h43
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________




Frase do Dia ou da Noite...

"Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter

uma voz reconhecível dentre todas as outras."

Mário Quintana



- Postado por: Giselle Molon às 23h37
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________