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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, CAMPO GRANDE, Mulher, de 20 a 25 anos, Português, Espanhol, Arte e cultura, Música, Literatura
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Templates By Marina
Historinha
O tudo e o nada. Séculos se passaram em busca da verdade
Sabes exatamente que não és início nem fim
Vives para dar seqüência a essa eventual realidade
A evolução tem de ser mais. Tem de ser o primordial enfim.
Lógica as vezes não existe. O homem: um simples pareamento.
Da anfimixia nascem: poetas e médicos, gênios e leigos
Os neurônios, com a sinápse, dando origem ao pensamento.
Humanidade: tua pequenez não diminui a prepotência dos teus feitos
Esperava Lamarck encontrar uma explicação
Nascera e morrera acreditando no uso desuso, certamente.
Retificou Darwin, criando uma nova seleção
Inspirou muitos que, distorcendo-o, queriam mostrar-nos decadentes
Quantos milênios vieram? Quantos virão?
Unindo e transformando perguntas em teorias.
É desconcertante acreditar na ciência pela religião
Deus. Descobrirão ser verdade ou simples utopia?
O sistema cosmogônico: a gênese... um mero coacervado
Sem limites, seres anaeróbios e aeróbios foram se formando
Sementes deste ciclo biogeoquímico por tantos já estudado
A fascinação de cada vida todos os dias se transformando
Ninguém, até hoje, conhece tamanha diversidade
Todo o planeta convive com esplendida sintonia
O ciclo vital, que em perfeição, busca a isotonicidade
Segrega a mais sedutora dentre todas as ciências: a biologia.
Fuga
Quero abster-me de tudo
e resumir-me
engodo triste e petulante
amordaçado
no tempo do instante
que trago
em mim
qual desumano ser
na espera longa-distante
de um fim que não conheço
e que não quis querer...
Quero escapar por um triz
dessa novela velha
longa e tortuosa espera
em que me retenho
onde me engulo
engulho arbitrário do querer.
Quero abster-me de ter
quero não ir onde não posso
quero deter
a ira
a ânsia
e ver se me esforço
pra calar-me
contentar-me
desfazer-me em mim
as grotas fundas
os maus devaneios...
dessa paixão que odeio.
Quero abster-me de ser eu
insano
tão penetrável e tolo
quanto humano.
João Mario Fleury
Ao meu amor...
Todas as noites tua presença me consome
Como uma dor aguda que, a alma, dilacera
Meu desejo por teu desejo é austero.
Me faz a tua mulher e você meu homem.
Não quero nada da vida além de te sentir
O cheiro da tua pele, o gosto da tua boca...
Morrer enlaçada em ti, numa cadência louca
E ainda ser a tua paz em meio a esse frenesi.
Quero ouvir do teu coração as batidas
Quando encontar meu ouvido em teu peito
E sonhar que não haverá partida
Quero desejar boa noite, te dar um beijo...
Estar contigo, apenas: é só o que quero.
Acreditando na eternidade, enquanto eterno.
Agora só casando, né?

"O Homem é, não o centro estático do mundo - como ele se julgou muito tempo - mas o eixo e a flecha da evolução"
A ESPERA
A espera avança infinita
Dança sobre mudos tropéis
E se lança silenciosa
Sobre o negro e rude veio-estanque...
Qual manancial de morte
Em vida...
Ávida ferida da hora
Do tempo em que foi retida em mim
E num sonho
Esquecida.
João Mario Fleury
Perdão
Perdoa-me por gostar tanto do seu gosto
Perdoa-me por meu peito clamar pelo teu
Pelo nosso suor misturado ao seu gozo afoito...
E o som dos gemidos no alcance do apogeu
Perdoa essa loucura, essa volúpia, essa fissura:
Pelo movimento frenético dos teus quadris...
Pelo teu beijo sem moral ou compostura...
Que desperta os meus desejos mais vis.
Perdoa-me pelo pecado, pela minha gula e minha fúria
Por passar os dias desejando sentir teus braços...
E passar as noites provocando seu cansaço...
Perdoa-me por te querer com tanto ardor...
Nessa minha inesgotável e insuportável luxúria...
Que te quer com tanta paixão, com tanto tesão, mas sem amor...
Sonetinho pra Giselle
Minha tarde em cinza coloriu minha pele
E nem a rósea nuvem a flutuar nas alturas
Aliviou-me a sensação de morte ou as visões impuras
Que tenho tido desde que partistes, Giselle.
O mundo, em mim, tornou-se áspero cordel
E as lembranças boas ou o gosto do mel
Perderam-se de mim, como esgotado um feito...
E restou-me a dor que me sangra o peito...
Nossos beijos agora são imagens vagas
Que retenho n’alma e que me causa prantos
Mas sei que mereço a moeda em que me pagas...
A dor da traição, que te infligi um dia
Em que a loucura me abraçou em demasia
E fez da esperança tênue chama, que em mim se apaga.
João Mário Fleury
Sonetinho para João
Minhas tardes são tardes de ausência
Vagando entre gentes vazias, nefelibata...
Desde que me privei de te sentir, sem anuência
Dos sentidos essa saudade me mata.
Em quantas bocas já busquei teu gosto...
Teria eu perdido completamente a razão?
Tendo visto a traição refletida em seu rosto
Ainda abro a boca pra te chamar, João.
Foste só meu, ainda que por um instante?
Intensamente, como se nada mais restasse...
Consagrei-te, com meus suspiros, o melhor amante.
Nessa solidão que me imputaste, ainda perguntas se devo?
Com toda essa dor e esse amor estampados na face
Nada me resta te dar, meu amor, senão o desprezo.
Giselle Molon
O último adeus
Suas unhas negras me fizeram sangrar
E a dor de ver no seu rosto a imagem do ontem
Me fez pensar no amanhã...
Na solidão do amanhã
Seus lábios roxos, por tanta dor
Me fizeram ver que seus olhos castanhos
Já não brilham mais...
Que o querer é mais que o sempre
Que o nunca não existe e
Que as flores não sabem sorrir
Hoje sei que realmente
Pude ver pelo espelho
A grande dor do meu eu
Que se perde totalmente
Ao ver lágrimas escorrendo do meu rosto
Por não poder te ajudar.
E o Sol se apagando...
E a porta se fechou...
E você desceu tão rápido
Como um baú lançado ao mar
E pude sentir essa terra a te beijar
E o calafrio que me deu
Foi porque meus lábios não puderam
Encontrar os seus...
E seu fruto que antes fora o mais importante
Agora só é importante pra mim.
"Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus"
Gente!!!
Obrigada pelas visitas! Acho que consegui retribuir todas. Alguns blogs são muito legais!
Ganhei até uma fã, pode?!
Mas esse post não é pra isso! É pra lembrar a todos de votar na enquete que tá bem aqui embaixo, do lado direito da tela, logo depois do contador de visitas.
Vocês notaram que agora tem também minimural? Chique, né?! *rs*
Vou tentar sempre colocar novas poesias, tá?
Essas são bem antigas, em sua maioria, vou colocar umas mais novas a partir de agora.
Beijos!
Tempo
Se dos meus dedos escorria poesia...
Se dos meus olhos rolavam versos...
Hoje só lembranças e agonia.
Hoje, só a solidão dos sonhos dispersos.
Se da tua boca quis provar o beijo.
Se do teu corpo quis sentir o calor.
Hoje, a indiferença é meu maior desejo.
Hoje nem sei mais o que é amor.
A razão, irresoluta, entre o que foi e o que será
Pensamentos vagos... desalmados.
Coração sem sentir, bater ou sonhar...
Coração sem mistérios: destroçado.
Tantos amores perdidos em meras palavras
Tantas loucuras inferidas de uma simples loucura
E a vida, a maior das charadas,
Se perde em meio às desventuras
Quisera ser o Sol, o mar...
Mas sou apenas louco.
Quisera poder não passar...
Quisera poder não ficar...
Quisera não ser o veneno
Que me mata aos poucos.
Oração
Ah, Deus...
Faça-me enxergar a loucura de meus sentimentos.
Faça-me perceber que ainda é cedo.
Não deixe meu coração se despedaçar
Caindo em abismos...
Deixando de acreditar nos belos sonhos
Da infância e da adolescência.
Dê, a mim, dona da mais pobre das almas
A calma e paciência de Jô,
A grande força de Sansão,
A sabedoria de Salomão,
Mas, principalmente,
Dê-me a fé de Abraão.
Faça de mim, um ser digno de entrar em sua morada.
E do meu coração, um lugar onde possas entrar.
Oh, Deus
Faça-me enxergar pureza na humanidade
Faça-me entender a tua misericórdia.
Alcance-me em tua graça.
Limpe, com tuas mãos, o meu pranto.
Que parece encher oceanos...
Faça o Sol brilhar mais forte em minha vida,
Mas não me tire a fortaleza da noite.
Faça-me querer a vida.
Tire essa insegurança que teima em destruir
Tudo que almejo...
Oh, Senhor
Mostre-me seu poder
E faça com que nessa humilde oração
Não existam mais barreiras entre nós.
Só me faça sentir pura...
Oh Senhor
Tende piedade de mim
E mostre-me a paz.
"Em paz com a vida e o que ela me traz
A fé que me faz otimista demais (...)"
Quarteto
Faço feitos feito criança
Conto encantos enquanto há infância
Minto o mesmo medo agora...
Sozinha, a solidão aflora.
Fecho os olhos no vazio dos versos
Acordo flutuando, sem essência.
Estimo, um dia, alcançar a inocência.
Perdida, neste vasto universo.
Peco palavras com meu pranto
Rabisco minhas ruínas no papel
Perco a vida, talvez o encanto
Seguindo nuvens que cobrem o céu
E as lágrimas, como gotas de cristal...
Vão batendo e... Pra que olhar se duvidas?
Dessa alma humano-divinal
Dessa alma que sonha ser pudica.
Complicações
E você que insiste em me julgar
Ainda não conhece...
Não conhece a essência de viver e sorrir
Não sabe em que época estamos
Já que o tempo não existe
Ou simplesmente não passou...
Mas estamos a sós:
Eu, você e a dor de ser aquilo que não somos
E que machuca...
E contigo não é diferente
Você tenta e não consegue,
Nem conseguirá mudar o mundo
E ao fundo ouve-se um lindo som
O som e a melodia do que já foi bom
E hoje é apenas o passado.
São lembranças...
E lembranças são ruins
Porque não podemos vivê-las de novo.
E a dor que corrói meu coração
Não tem nada a ver com você
A solidão faz parte de mim...
As vezes me sinto sozinha por querer
As vezes não...
É melhor assim.
Você pode não acreditar no valor de um sonho
mas eu preciso dele...
E amanhã, o que erstará se não viver o agora?
Nem as lembranças restarão...
Nem as lembranças podres restarão...
Só a repugnância do que um dia eu pude viver
E agora não posso porque sou fraca.
E não tenho nada, por não ter você
E não tenho vida, por não saber viver.
Essa civilização incivil me estressa.
Não quero mais chorar...
Isso tem tudo a ver comigo,
Mas não quero me preocupar...
Quero não saber
Que eu não sei...
Ou que eu não sabia...
Que era sempre assim:
Pura hipocrisia, pura indiferença...
Não me olhe assim, ninguém pode me ajudar
Por eu ser tão "complicada".
Mas eu não quero mudar:
Só quero viver em paz,
Só quero chorar em paz,
Só quero saber o que é paz.
E eu procuro e quero ver:
Quero ver em alguém
Aquilo que não existe em ninguém...
E você?
Você é muito pouco pra mim...
Encontros
Por mais que eu viva toda a eternidade
E sinta seu beijo por mais dez mil séculos
Seria quase impossóvel lembrar o gosto de sua boca
Pois ela estaria entre a minha.
E morreria junto ao meu peito
Seu colo nú deixaria escorrer
A última gota de suor que ainda resta
Do nosso pequeno e tão imenso amor.
Sua alma buscaria a minha
E perceberia seu corpo gélido
Umidecido por lágrimas mil
Que deixaria escapar dos meus olhos
Mas veria que ainda que fosse por amor
Não valeria a pena de morrer
Por algo que jamais chegaria a se realizar
Pois o encontro da vida, da carne...
Nunca se comparará ao encontro das almas
Pois só elas são perfeitas e exatas
E em sua concupiscência, cometendo pecado
Veríamos a explosão do cosmo no infinito céu
Caindo diretamente para o inferno
E a redenção viria da dor, do medo, do pânico
E nunca seria caracterizado pela romântica segunda geração
Mas seria sim realista em todas as formas e descrições
E a morte seria pequena demais
Para separar dois corações que se uniram em um só
Unindo em apenas um ato, não só dois nomes
mas duas vidas, duas almas, dois destinos...
Desvarios
É só colocar a velha calça desbotada
Para o passado voltar a ser presente
Nos delírios de uma louca inconseqüente
Que sofre sozinha por não ser amada
Olhar perdido sob a lua fria
Com as roupas sujas de areia
Aos olhares e universo, alheia.
Caminha, sem destino, pela fimbria.
Linda... Louca e linda... Lúcida e louca.
E na sublime fé pela qual é envolta
Busca a redenção nos braços de Iara.
Entrega-se, sôfrega, ao braço de Hades.
Na busca desesperada pela paz que sonhara
Deixa pra trás suas inócuas tardes.