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Acróstico ao meu Professor de Biologia

Historinha

 

O tudo e o nada. Séculos se passaram em busca da verdade

Sabes exatamente que não és início nem fim

Vives para dar seqüência a essa eventual realidade

A evolução tem de ser mais. Tem de ser o primordial enfim.

Lógica as vezes não existe. O homem: um simples pareamento.

Da anfimixia nascem: poetas e médicos, gênios e leigos

Os neurônios, com a sinápse, dando origem ao pensamento.

 

Humanidade: tua pequenez não diminui a prepotência dos teus feitos

Esperava Lamarck encontrar uma explicação

Nascera e morrera acreditando no uso desuso, certamente.

Retificou Darwin, criando uma nova seleção

Inspirou muitos que, distorcendo-o, queriam mostrar-nos decadentes

Quantos milênios vieram? Quantos virão?

Unindo e transformando perguntas em teorias.

É desconcertante acreditar na ciência pela religião

 

Deus. Descobrirão ser verdade ou simples utopia?

O sistema cosmogônico: a gênese... um mero coacervado

Sem limites, seres anaeróbios e aeróbios foram se formando

 

Sementes deste ciclo biogeoquímico por tantos já estudado

A fascinação de cada vida todos os dias se transformando

Ninguém, até hoje, conhece tamanha diversidade

Todo o planeta convive com esplendida sintonia

O ciclo vital, que em perfeição, busca a isotonicidade

Segrega a mais sedutora dentre todas as ciências: a biologia.



- Postado por: Giselle Molon às 15h13
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João Mario Fleury

Fuga

 Quero abster-me de tudo
 e resumir-me
 engodo triste e petulante
 amordaçado
 no tempo do instante
 que trago
 em mim
 qual desumano ser
 na espera longa-distante
 de um fim que não conheço
 e que não quis querer...

 Quero escapar por um triz
 dessa novela velha
 longa e tortuosa espera
 em que me retenho
 onde me engulo
 engulho arbitrário do querer.

 Quero abster-me de ter
 quero não ir onde não posso
 quero deter
 a ira
 a ânsia
 e ver se me esforço
 pra calar-me
 contentar-me
 desfazer-me em mim
 as grotas fundas
 os maus devaneios...
 dessa paixão que odeio.

 Quero abster-me de ser eu
 insano
 tão penetrável e tolo
 quanto humano.


 João Mario Fleury

 



- Postado por: Giselle Molon às 00h20
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A João Monteiro:

Ao meu amor...

Todas as noites tua presença me consome
Como uma dor aguda que, a alma, dilacera
Meu desejo por teu desejo é austero.
Me faz a tua mulher e você meu homem.

Não quero nada da vida além de te sentir
O cheiro da tua pele, o gosto da tua boca...
Morrer enlaçada em ti, numa cadência louca
E ainda ser a tua paz em meio a esse frenesi.

Quero ouvir do teu coração as batidas
Quando encontar meu ouvido em teu peito
E sonhar que não haverá partida

Quero desejar boa noite, te dar um beijo...
Estar contigo, apenas: é só o que quero.
Acreditando na eternidade, enquanto eterno.

Agora só casando, né?

 



- Postado por: Giselle Molon às 19h10
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Frase do dia:

"O Homem é, não o centro estático do mundo - como ele se julgou muito tempo - mas o eixo e a flecha da evolução"



- Postado por: Giselle Molon às 13h22
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João Mário Fleury:

A ESPERA

A espera avança infinita
Dança sobre mudos tropéis
E se lança silenciosa
Sobre o negro e rude veio-estanque...
Qual manancial de morte
Em vida...

Ávida ferida da hora
Do tempo em que foi retida em mim
E num sonho
Esquecida.

João Mario Fleury



- Postado por: Giselle Molon às 23h38
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Soneto:

Perdão

Perdoa-me por gostar tanto do seu gosto
Perdoa-me por meu peito clamar pelo teu
Pelo nosso suor misturado ao seu gozo afoito...
E o som dos gemidos no alcance do apogeu

Perdoa essa loucura, essa volúpia, essa fissura:
Pelo movimento frenético dos teus quadris...
Pelo teu beijo sem moral ou compostura...
Que desperta os meus desejos mais vis.

Perdoa-me pelo pecado, pela minha gula e minha fúria
Por passar os dias desejando sentir teus braços...
E passar as noites provocando seu cansaço...

Perdoa-me por te querer com tanto ardor...
Nessa minha inesgotável e insuportável luxúria...
Que te quer com tanta paixão, com tanto tesão, mas sem amor...



- Postado por: Giselle Molon às 18h58
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João Mário Fleury e Giselle Molon: Sonetos

Sonetinho pra Giselle

Minha tarde em cinza coloriu minha pele
E nem a rósea nuvem a flutuar nas alturas
Aliviou-me a sensação de morte ou as visões impuras
Que tenho tido desde que partistes, Giselle.

O mundo, em mim, tornou-se áspero cordel
E as lembranças boas ou o gosto do mel
Perderam-se de mim, como esgotado um feito...
E restou-me a dor que me sangra o peito...

Nossos beijos agora são imagens vagas
Que retenho n’alma e que me causa prantos
Mas sei que mereço a moeda em que me pagas...

A dor da traição, que te infligi um dia
Em que a loucura me abraçou em demasia
E fez da esperança tênue chama, que em mim se apaga.

João Mário Fleury

Sonetinho para João

Minhas tardes são tardes de ausência
Vagando entre gentes vazias, nefelibata...
Desde que me privei de te sentir, sem anuência
Dos sentidos essa saudade me mata.

Em quantas bocas já busquei teu gosto...
Teria eu perdido completamente a razão?
Tendo visto a traição refletida em seu rosto
Ainda abro a boca pra te chamar, João.

Foste só meu, ainda que por um instante?
Intensamente, como se nada mais restasse...
Consagrei-te, com meus suspiros, o melhor amante.

Nessa solidão que me imputaste, ainda perguntas se devo?
Com toda essa dor e esse amor estampados na face
Nada me resta te dar, meu amor, senão o desprezo.

Giselle Molon



- Postado por: Giselle Molon às 10h40
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Esse também ganhou o concurso da escola... Ficou em terceiro no concurso do Grêmio Literário

O último adeus

 

Suas unhas negras me fizeram sangrar

E a dor de ver no seu rosto a imagem do ontem

Me fez pensar no amanhã...

Na solidão do amanhã

Seus lábios roxos, por tanta dor

Me fizeram ver que seus olhos castanhos

Já não brilham mais...

Que o querer é mais que o sempre

Que o nunca não existe e

Que as flores não sabem sorrir

Hoje sei que realmente

Pude ver pelo espelho

A grande dor do meu eu

Que se perde totalmente

Ao ver lágrimas escorrendo do meu rosto

Por não poder te ajudar.

E o Sol se apagando...

E a porta se fechou...

E você desceu tão rápido

Como um baú lançado ao mar

E pude sentir essa terra a te beijar

E o calafrio que me deu

Foi porque meus lábios não puderam

Encontrar os seus...

E seu fruto que antes fora o mais importante
Agora só é importante pra mim.

 

"Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Leva os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus"



- Postado por: Giselle Molon às 19h42
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Recadinho:

Gente!!!

Obrigada pelas visitas! Acho que consegui retribuir todas. Alguns blogs são muito legais!
Ganhei até uma fã, pode?!
Mas esse post não é pra isso! É pra lembrar a todos de votar na enquete que tá bem aqui embaixo, do lado direito da tela, logo depois do contador de visitas.
Vocês notaram que agora tem também minimural? Chique, né?! *rs*
Vou tentar sempre colocar novas poesias, tá?
Essas são bem antigas, em sua maioria, vou colocar umas mais novas a partir de agora.

Beijos!



- Postado por: Giselle Molon às 18h56
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Tempo

Se dos meus dedos escorria poesia...
Se dos meus olhos rolavam versos...
Hoje só lembranças e agonia.
Hoje, só a solidão dos sonhos dispersos.
Se da tua boca quis provar o beijo.
Se do teu corpo quis sentir o calor.
Hoje, a indiferença é meu maior desejo.
Hoje nem sei mais o que é amor.
A razão, irresoluta, entre o que foi e o que será
Pensamentos vagos... desalmados.
Coração sem sentir, bater ou sonhar...
Coração sem mistérios: destroçado.
Tantos amores perdidos em meras palavras
Tantas loucuras inferidas de uma simples loucura
E a vida, a maior das charadas,
Se perde em meio às desventuras
Quisera ser o Sol, o mar...
Mas sou apenas louco.
Quisera poder não passar...
Quisera poder não ficar...
Quisera não ser o veneno
Que me mata aos poucos.



- Postado por: Giselle Molon às 16h36
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Oração

 

Ah, Deus...

Faça-me enxergar a loucura de meus sentimentos.

Faça-me perceber que ainda é cedo.

Não deixe meu coração se despedaçar

Caindo em abismos...

Deixando de acreditar nos belos sonhos

Da infância e da adolescência.

Dê, a mim, dona da mais pobre das almas

A calma e paciência de Jô,

A grande força de Sansão,

A sabedoria de Salomão,

Mas, principalmente,

Dê-me a fé de Abraão.

Faça de mim, um ser digno de entrar em sua morada.

E do meu coração, um lugar onde possas entrar.

Oh, Deus

Faça-me enxergar pureza na humanidade

Faça-me entender a tua misericórdia.

Alcance-me em tua graça.

Limpe, com tuas mãos, o meu pranto.

Que parece encher oceanos...

Faça o Sol brilhar mais forte em minha vida,

Mas não me tire a fortaleza da noite.

Faça-me querer a vida.

Tire essa insegurança que teima em destruir

Tudo que almejo...

Oh, Senhor

Mostre-me seu poder

E faça com que nessa humilde oração

Não existam mais barreiras entre nós.

Só me faça sentir pura...

Oh Senhor

Tende piedade de mim

E mostre-me a paz.

 

"Em paz com a vida e o que ela me traz

 A fé que me faz otimista demais (...)"

 



- Postado por: Giselle Molon às 16h23
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Quarteto

Faço feitos feito criança
Conto encantos enquanto há infância
Minto o mesmo medo agora...
Sozinha, a solidão aflora.

Fecho os olhos no vazio dos versos

Acordo flutuando, sem essência.

Estimo, um dia, alcançar a inocência.

Perdida, neste vasto universo.

 

Peco palavras com meu pranto

Rabisco minhas ruínas no papel

Perco a vida, talvez o encanto

Seguindo nuvens que cobrem o céu

 

E as lágrimas, como gotas de cristal...

Vão batendo e... Pra que olhar se duvidas?

Dessa alma humano-divinal

Dessa alma que sonha ser pudica.

- Postado por: Giselle Molon às 16h06
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Recadinho básico:

Complicações

E você que insiste em me julgar
Ainda não conhece...
Não conhece a essência de viver e sorrir
Não sabe em que época estamos
Já que o tempo não existe
Ou simplesmente não passou...
Mas estamos a sós:
Eu, você e a dor de ser aquilo que não somos
E que machuca...
E contigo não é diferente
Você tenta e não consegue,
Nem conseguirá mudar o mundo
E ao fundo ouve-se um lindo som
O som e a melodia do que já foi bom
E hoje é apenas o passado.
São lembranças...
E lembranças são ruins
Porque não podemos vivê-las de novo.
E a dor que corrói meu coração
Não tem nada a ver com você
A solidão faz parte de mim...
As vezes me sinto sozinha por querer
As vezes não...
É melhor assim.
Você pode não acreditar no valor de um sonho
mas eu preciso dele...
E amanhã, o que erstará se não viver o agora?
Nem as lembranças restarão...
Nem as lembranças podres restarão...
Só a repugnância do que um dia eu pude viver
E agora não posso porque sou fraca.
E não tenho nada, por não ter você
E não tenho vida, por não saber viver.
Essa civilização incivil me estressa.
Não quero mais chorar...
Isso tem tudo a ver comigo,
Mas não quero me preocupar...
Quero não saber
Que eu não sei...
Ou que eu não sabia...
Que era sempre assim:
Pura hipocrisia, pura indiferença...
Não me olhe assim, ninguém pode me ajudar
Por eu ser tão "complicada".
Mas eu não quero mudar:
Só quero viver em paz,
Só quero chorar em paz,
Só quero saber o que é paz.
E eu procuro e quero ver:
Quero ver em alguém
Aquilo que não existe em ninguém...
E você?
Você é muito pouco pra mim...

 



- Postado por: Giselle Molon às 14h16
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Encontros

Por mais que eu viva toda a eternidade
E sinta seu beijo por mais dez mil séculos
Seria quase impossóvel lembrar o gosto de sua boca
Pois ela estaria entre a minha.
E morreria junto ao meu peito
Seu colo nú deixaria escorrer
A última gota de suor que ainda resta
Do nosso pequeno e tão imenso amor.
Sua alma buscaria a minha
E perceberia seu corpo gélido
Umidecido por lágrimas mil
Que deixaria escapar dos meus olhos
Mas veria que ainda que fosse por amor
Não valeria a pena de morrer
Por algo que jamais chegaria a se realizar
Pois o encontro da vida, da carne...
Nunca se comparará ao encontro das almas
Pois só elas são perfeitas e exatas
E em sua concupiscência, cometendo pecado
Veríamos a explosão do cosmo no infinito céu
Caindo diretamente para o inferno
E a redenção viria da dor, do medo, do pânico
E nunca seria caracterizado pela romântica segunda geração
Mas seria sim realista em todas as formas e descrições
E a morte seria pequena demais
Para separar dois corações que se uniram em um só
Unindo em apenas um ato, não só dois nomes
mas duas vidas, duas almas, dois destinos...



- Postado por: Giselle Molon às 12h46
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Soneto:

Desvarios

É só colocar a velha calça desbotada
Para o passado voltar a ser presente
Nos delírios de uma louca inconseqüente
Que sofre sozinha por não ser amada

Olhar perdido sob a lua fria

Com as roupas sujas de areia

Aos olhares e universo, alheia.

Caminha, sem destino, pela fimbria.

 

Linda... Louca e linda... Lúcida e louca.

E na sublime fé pela qual é envolta

Busca a redenção nos braços de Iara.

 

Entrega-se, sôfrega, ao braço de Hades.

Na busca desesperada pela paz que sonhara

Deixa pra trás suas inócuas tardes.

 



- Postado por: Giselle Molon às 11h33
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