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Soneto Giselle

Marcada pela respiração arfante e descompassada

 

Escapando, da boca, delírios, sussurros e gemidos.

 

Começa a libido, desconcertante, a me deixar molhada.

 

Enquanto tuas mãos percorrem meu corpo sob o vestido

 

 

E vai ao chão, num instante, o véu que encobria...

 

Totalmente entregue ao meu tutor, sem esteio.

 

Fazendo subir um arrepio voraz que refuta abulia

 

Com sua língua tesa e úmida a me tocar os seios

 

 

Refletidos no espelho... Me tornaste tua meretriz

 

Enquanto arranha minhas coxas com tuas unhas

 

Aumento o movimento extravagante dos quadris

 

 

Em luxuria, somos um, misturando nossos suores.

 

Pecadores declarados sem remissões nem testemunhas

 

Caio, sobre ti, exorcizada de todos os meus clamores...

 

 



- Postado por: Giselle Molon às 19h41
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"Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas

 nuvens, deste céu?

Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais.

Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia.

Isso fica para os críticos e professores.

Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum

sabemos o que é a poesia."

Garcia Lorca



- Postado por: Giselle Molon às 00h01
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Saudade em Soneto

Minhas tardes são tão vazias...

Sem tuas letras provocando riso.

Me falta teu amor, em forma de poesia

E a ironia que exalas por teu guizo.

 

Se pudesse escolher, morreria contigo.

Ouvindo, sôfrega, tua dor em meus ouvidos

Se te desprezo é pelo desejo, pelo passado...

Por todo o furor que te fez o mais amado.

 

Mas continuo sua, como nunca ousei ser

Candente, ainda que gélida me perceba

Basta um olhar teu pro meu corpo esvaecer

 

Cobro, incessante amor, por mais amor que receba

Porque nessa falta em que me falta a compostura

Me perco e esqueço que ainda é minha, tua alvura



- Postado por: Giselle Molon às 12h13
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Frase do Dia:

O poeta nunca vive, morre aos pedaços. (José Félix)



- Postado por: Giselle Molon às 15h35
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Almas Abertas (Giselle Molon)

Poetas perseguidos, pedintes poetas...

 

Sábios simbolistas simbolizando solidão

 

Almejam alcançar as Almas Abertas

 

Compadecidas, com confiança... com compaixão...

 

 

Versos valentes! versos vazios...

 

Negam nuvens, não negam nada...

 

Fazem-se fugazes, fazem-se frios

 

São santos sem sabedoria sonhada

 

 

Estimam e espiam enquanto esperam

 

Pobres pessoas... perfeitos poetas...

 

Silenciosos, sonhadores sem sonhos sofreram

 

A antiga ausência, ainda as Almas Abertas.

- Postado por: Giselle Molon às 20h57
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